Casos e acasos sempre virão, sendo impossível evitar. Cabe a nós desfrutar, viver, e o lado bom de tudo aproveitar. Afinal, há males que vem para o bem, sempre há algo a ensinar. E, como saberíamos o significado da felicidade se não tivéssemos obstáculos e momentos ruins para superar?
domingo, 9 de janeiro de 2011
Um encanto'
Sentado estava, lindo... Tão lindo, quase de frente pra mim. O seu olhar não traduzia o que pensava: Ora desejava-me, ora ignorava-me. Confusa fiquei diante do teu querer. Uma coisa era certa, não me restavam dúvidas: eu tinha que ter você! Pois não me importava outro alguém naquela noite, tinha que ser você.
Notei que você observava quando me abordavam, e os foras que eu dava nos carinhas. Às vezes sorria, discretamente, mas de uma forma tão encantadora... Porque sorria? Perguntava-me a todo instante.
Por um momento desvie de ti minha atenção. Quando retornei a olhar-te, não mais estavas sentado. Dançava um pouco longe, diagonalmente a minha frente.
A amiga que me fazia companhia havia se sentado devido ao incômodo que suas sandálias lhe causou: calos! muitos deles. Então continuei a dançar sozinha, e investir na conquista de "novas amizades".
Meu olhar traduzia o meu desejo. Fiz questão de fixá-lo em uma só direção, encarando o meu alvo. Novamente desviei de ti a atenção, e quando o procurei, não mais estava no mesmo local...
Surpreendeu-me chegando por trás e me abordando:
- Oi... Lucas. - Falou ao aproximar-se para cumprimentar-me.
- Alice... Prazer em conhecê-lo. - Respondi, ainda meio assustada.
Algo mais foi pronunciado, no entanto não entendi ao certo, lembro-me apenas que ficamos... Dançamos... Ficamos... ficamos e ficamos. E foi assim praticamente até o fim da festa.
Você sorria tão espontaneamente... Seus beijos, seu olhar, sua forma de dançar, seus carinhos... Tudo me chamava atenção, o seu jeito me encantava cada vez mais.
- Qual o seu número?
Respondi.
Enquanto ouvia-me falar e digitava, falava repetidamente:
- Eu vou te ligar! Vou ligar... Vou ligar mesmo!
- Irei adorar receber sua ligação.
A festa chegou ao fim, tínhamos que ir embora. Ficamos novamente, e então nos despedimos.
E assim o encanto acabou. No entanto, um sentimento maior surgiu dentro de mim. s2
Voltei para casa radiante, e perdida em meus pensamentos. Meu pai reclamava sobre a localização do Swag music e avisava-me que não mais iria me deixar nesta balada enquanto ocorresse nesse local. Porém, mal o ouvia, estava feliz demais para deixar-me entristecer por suas palavras. Em minha cabeça, apenas relembrava detalhadamente o final da festa.
Chegando em casa, corri para o pc. Automaticamente entrei no MSN.
Conversa com Annie Victory:
Eu: Meniiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinaaa!
Ela: Oiiii
Eu: Acabei de chegar da eletro summer no Swag music *-*.
Ela: Sua mãe disse. Foi bom demais?
Eu: Foi óoooooootimo! *-*'
Comentei sobre conhecidos que havia encontrado nesta festa...
Ela: Ficasse com alguém?
Eu: siim, mas só no finalzinho...
Fiquei com 2. Um lá... E um loirinho que me encantou muuuuuuuuuuuuuuuuuuuito!
Lindo! E quando falo liiiindo, não tou falando apenas de sua aparência, falo de seus gestos, seu jeito....
Amiga, me apaixonei ;x'kk
Ele é tão fofo, super carinhoso, super estiloso, em fim, liindo.*-*'
Ela: nho nho nho*-*'
Quero Vêeeeeeeee!
Eu: ver?
Mas eu não tenho como mostrar. =/
Ela: A é. =/
Eu: Ele pegou meu celular, disse que vai me ligar, fiquei com ele no finalzinho da festa até praticamente acabar.*_*' Tomara que ele ligue mesmo, aê se ele ligar, pego MSN, kukut...
Ai, muito encantador Annie!*-*'
Ela: ÉEEEEEEE *-*
Eu: Ai, tomara que ele ligue mesmo. D=
A conversa tomou outro rumo...
~~,,~~
Conversa com Die Marques:
[...]
Ela: Miiga, quem é Bryan? Hmmm...
Eu:Mlr... eu coloquei só pra tirar onda. Nem tenho contato com ele...
Ela: Humhum...
Eu: Mas ele é o carinha com quem eu fiquei na balada.*-*'
Ela: Aiin que liindo!
Eu: Põe lindo nisso!'kkkk
Ela: Mas e aí, você gosta dele?
Eu: A... Eu fiquei com ele sábado né... Mais eu adorei... Se pudesse conhecê-lo melhor...
Ele pegou meu número, queria tanto que ele ligasse...
Ela: hmmmmmmmmmm, rolou um climaa...
Eu:É...Rolou sim... Pelo menos da minha parte'rsrs
Ela: aiiin, ele gostou eiin, e vooocê também!
Eu: Ai, mas acho que ele não vai ligar.
Ela: Espera, ele vai ligar! não adianta ficar ansiosa antes do tempo...
Eu: Tomara (yn)
Em fiim, a Die saiu do msn, eu continuei conversando com outras pessoas, mas logo sai.
Dormi perfeitamente bem, e sonhei exatamente com quem eu queria: Lucas.
Desde a noite de sábado que eu não desgrudava do meu celular. Porém, na segunda à tarde, por um momento o esqueci no sofá e mais ou menos uma hora depois, quando lembrei de procurá-lo, estava com duas chamadas perdidas. Meu coração disparou, e ao checar o número, meus batimentos aumentaram ainda mais.
No sonho da noite anterior aparecera pra mim um número, que eu não lembrava ao certo, mas era da mesma operadora que o meu celular e continha 60 em seus dígitos. E, o número que me ligara era 9*****60! Eu tinha plena certeza de que era ele quem tinha me ligado. Triste fiquei por não ter atendido, e condenei-me por ter perdido uma chance que talvez fosse única. Retornei a ligação recebida, mas não me atenderam. Isso contribuiu ainda mais para agravar o meu estado de desânimo.
Na segunda-feira à tarde, estava eu deitada, pronta para dormir. Eram por volta das 14h30min quando meu celular toca:
- Oi?
- Alana?
-Não! Alice!! ;x
-A... Eu confundi o nome, mas é essa pessoa mesmo quem eu estou procurando.
- A tá... ;x
- Depois eu ligo...
- Tá bom.
Ele desligou meio sem jeito pela confusão.
Como pode trocar o meu nome? A, mais ele me ligou. [AAAAA] Ele ligoou, siimm, ele ligou! *-*'
Eu adormeci. Um sono leve e tranquilo, sentia-me nas nuvens. Poderia ter prolongado a conversa, mas por estar sonolenta não tive reação.
Os dias se passavam, ansiava que a noite logo chegasse para que eu pudesse falar com o meu amor. E assim acontecia. Era tão bom ouvir a sua voz, ainda que as vezes ficássemos em silêncio, mas, só em saber que estava ali, com ele do outro lado da linha, sentia-me feliz. Muitas vezes até me escondia dentro do guarda-roupas para ninguém de casa reclamar do tempo que estava ao telefone ou ouvir nossas conversas.
(Quinta feira, 13 de janeiro de 2011).
- Sábado eu viajo!
- Pro acampamento?
- Sim!
- De que horas?
- 14h tem que estar lá.
- Cara, eu não vou aguentar ficar 5 dias sem te ver. Se brincar, amanhã eu vou aí.
- Haha Duvido que você venha. Du-vi-do!
- A é? Eu tava brincando, mas agora que duvidou...
- Você vem nadaa...
- Vou siim Alice!
- Haha... Sei...
Continuamos a conversar por mais alguns minutos e desligamos.
Nos falamos na sexta à tarde, desde então, estava tentando arrumar minhas malas, mas não conseguia me decidir. Em fim anoiteceu. Passaram às 18h... 19h... 20h... Eu pensei com um certo alívio: - Ele não vem!- Não era que eu não desejasse a sua presença. Não! era o que eu mais queria. porém mal nos conhecíamos, seria cedo demais para que viesse à minha casa. Estava empolgada, pois havia conseguido começar a arrumar as malas. A esta hora todas as minhas roupas estavam expostas em cima da cama, provava todas antes de escolhê-las.
- Lice?
- Oii!!
- Você tá em casa?
- Sim sim.
- E se eu te disser que eu tou indo aí?
- :O Mentira né?!
- Verdade, mas eu tou meio perdido...
- Kk' louco! Onde você tá?
- Não sei :s.
- A, olha aê, me dá uma referência pra mim te ajudar.
- Pera, eu tou indo na ***** direto...
- A, então segue, na esquina do posto pega a esquerda, depois pega a quinta rua a direta, minha casa fica de frente a ******, não tem erro!
-tá, cheguei, tem como você sair?
- Claro, espera só um minutinho, vou por uma roupa. - Desliguei o telefone, vesti uma regata com um jeans, passei gloss e saí apressada.
Conversamos por um bom tempo em minha sala. As horas se passavam e a noite crescia, chegara a hora de ir embora. Levei-o até o porta, e entes de sair, ficamos, ficamos e ficamos.
- Eu não acredito que estou aqui, agora, com você.
- Nem eu, parece um sonho, tão perfeito...
Conversávamos olho no olho, sorríamos, não conseguíamos conter tamanha alegria que nos
invadia. Nos despedimos com um selinho e e ele se foi.
Eu, não consegui acreditar que tudo aquilo havia acontecido. Ele era um louco, louco por mim.
Ao entrar, retornei as minhas atividades pré-viagem.
No sábado à tarde viajei, e antes, liguei para ouvir a sua voz. O percurso durou um curto intervalo de tempo, mais ou menos uma hora, no entanto, parecia ser infinito o time que passava calada, pensativa, olhando pela janela de um ônibus, vendo a lua, as estrelas, as árvores, e pensando no meu Luc.
Durante os cinco dias de acampamento a distância parecia uma eternidade. Estávamos morrendo de saudades um do outro. Nos falávamos todas as noites. Parecia uma boba: Sentada quase deitada aos pés de um coqueiro baixo, na grama, curtindo de longe o lual, enquanto sorridente conversava ao telefone com o meu bebê.
Chegara o dia de voltar, estava exausta, precisava descansar. Lucas ansiava o meu retorno, e mesmo sabendo que eu não estaria em condições de recebê-lo, vem para o meu bairro jogar bola com a galera, com esperanças de me ver ainda nesta noite. No entanto, eu realmente eu não estava desejando outra coisa que não fosse a minha cama, o amor da minha vida, dormir na grama era meio desconfortável.
- Cheguei.
- Eu sei que você deve tá cansada, mas... Será que você não deixaria eu ir aí?
- Desculpa meu amor, eu realmente estou morta, e também, meu pai tá em casa, já é tarde, seria meio tenso, principalmente por ele não saber sobre nós.
- Tá, eu entendo... Tudo bem... - Eu sabia que pra ele não estava tudo bem, a minha resposta o inquietou e desanimou, embora ele tenha entendido, no fundo esperava que eu aceitasse a sua presença naquele momento.
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