sábado, 14 de janeiro de 2012

"Acho que fiz tudo do jeito melhor, meio torto, talvez, mas tenho tentado da maneira mais bonita que sei." (Caio Fernando de Abreu)

Sabe quando você tem sonhos maiores e ultrapassar mais um obstáculo é apenas subir outro degrau, de muitos que ainda restarão em sua vida? Pois bem, é assim que eu me sinto em relação à aprovação no vestibular.
Pergunto ainda, se sabe quando o simples te encanto os olhos e o complicado e visível demais te repele, te desperta enjoo, faz mal? Se sim, poderia ao menos tentar entender como eu me sinto agora.
Quem me conhece sabe que sou extremamente tímida e anti-social, que estar em público me é constrangedor e desagradável, que ao invés de me animar, isso me desperta medo, raiva, tristeza. E eu, por pensar que meus pais me conhecessem, precipitei-me ao deduzir que pelo menos desta vez a minha voz fosse escutada, a minha opinião fosse respeitada. Enganei-me!
Poxa, eu nunca dei trabalho para estudar, honrei cada centavo investido em mim nestes 15 anos de vida escolar e agora, agradeci por meio desta aprovação, todo esforço e dedicação, deixando-os livres dos gastos gigantescos com a "escola".
Eu não peço nenhuma recompensa, nenhuma comemoração, nada, nadinha mesmo! Se tivessem me perguntado se eu queria algo,, escolheria um simples show de MPB, uma pizza, um passeio. Se quisessem mesmo gastar dinheiro para se sentirem satisfeitos, pediria apenas que o colocasse em uma poupança para que no futuro, quando realmente fosse necessário, eu pudesse usar.
Mas tudo bem... Quer dizer, pra mim não estar nada bem, mas como eu sempre tenho que sair frustrada para não frustrar os outros, então TUDO BEM.
Às vezes é preciso aprender a aceitar e perdoar quem te magoou, mesmo que para isso precise pedir perdão pelo que nao fez. Eu me dou muito bem com as palavras, no papel, não com elas saindo da minha boca. Entre errar para os outros e errar para mim, escolho os outros. Pois independente de como eu agir, sempre buscarão um erro para me julgar.
Machucar-se é inevitável. Agora, decidir se a ferida ficará aberta ou fechada já é escolha sua. Eu escolho não deixar a minha mais sangrar.

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