A verdade é que a vida não passa de um túnel do tempo, marcado por lugares, pessoas, sentimentos, estações. É a mistura do ir e vir se cruzando com o estar parado. Um jogo de tempo, de sedução, de ação, de aventura, de emoção, de superação. No meio da estrada deixamos pessoas que outrora caminharam conosco lado a lado, muitas vezes sem notar, pedaços de nós ficam no tempo e, quando percebemos, já se foi, ficou para trás, sumiu sem deixar rastros. No entanto, novos caminhos trilhamos, novas pessoas conosco levamos, deste modo, o sol nunca deixa de brilhar.
Às vezes, aperta forte no peito aquela saudade que não temos como evitar. Às vezes, lágrimas rolam sob nossa face, memórias flutuam em nossa mente, não há como controlar. Afinal, temos alma, temos coração, temos fervor, temos paixão pelo que se passou, pelo que passará, pelas migalhas que restaram e restarão em nosso álbum da emoção.
No meio de tantos rostos, muitos marcam a nossa história, deixando regristros eternos, moldando memórias. Então, embarcam no trem da vida, amigos camaradas, companheios, irmãos. Nunca se sabe em qual estação o trem vai parar para recarregar, descarregar. Nunca se sabe quantas pessoas descerão, quantas subirão, quando ficará pequeno o coração.
Ainda assim vale a pena arriscar, amar, brincar, brigar e perdoar, estender a mão, aprontar, zoar, sonhar. Vale a pena ensinar e aprender, cantar, sorrir e dançar com aqueles que mesmo se não existissem, causariam um eterno vazio em nossas vidas, em nossos corações. Vale a pena por a mão no fogo, dançar na chuva, festejar, mesmo sabendo que um dia, talvez, tudo vivido não passe apenas de mais um capítulo do livro da vida, do qual com amor a gente vai lembrar.
(Marina B.)
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