terça-feira, 8 de maio de 2012


      Dói né? Quando se tem sonhos, planos, projetos,… Quando se almeja algo e tem a certeza de que demorará a conquistar porque outras pessoas tem prazer em podar-te e impor limites. Dói, sim, dói muito, muito mesmo! O coração fica apertado, a alma chora em silêncio, a angústia vem, … E você fica ali, quietinha, perdida em meio a seus tantos pensamentos, perguntando-se até quando vai ser assim? Até quando você vai fazer tudo pelos outros e nada por ti? Até quando alguém vai tentar te moldar a seu caráter e impedir que você siga em frente libertando a sua personalidade, expressando as suas vontades, mostrando realmente quem é seu eu?!
     É triste, bem triste saber que em pleno século XXI pessoas ainda alimentam seus preconceitos, negam-se a abrir a mente, renovar seus preceitos, atualizar-se. É mais triste ainda quando mesmo reclamando, às vezes, pelo tamanho do absurdo, você fere a si mesma para não magoar e ir contra outro alguém, mas na verdade está destruindo a si mesma, corroendo-se de dor por dentro, seguindo com um sorriso estampado no rosto e lágrimas de sangue no coração. 
     É bem verdade que mais tarde, você poderá dar seus próprios passos, reger sua vida sozinha, como um condor, voar alto, com asas de liberdade. Mesmo assim, agora, depois de tantas conquistas alheias realizadas, não seria justo você poder realizar ao menos uma que realmente deseja?! 
     Chega a ser até caótico perceber que sonhos são ignorados, inferiorizados, julgados, comprometidos por mero egocentrismo daqueles que te cercam e querem a todo momento dizer ou não o que VOCÊ deve fazer. Quando irá poder dar passos sem que seja criticada?! Quando?! Quando poderá desvendar por si mesma os caminhos bons e ruins?! Aprender com a vida de forma a adquirir experiência própria e não apenas aquela que alguém quer que você tenha?! 
     De fato, é uma tremenda sacanagem outra pessoa não se tocar que desde sempre tem te feito mal, em certos aspectos, tentando a todo custo imprimir o seu eu em você, querendo gerar uma cópia de si mesmo e do que julga suas qualidades mas na verdade ferindo quem apenas pode adquirir a APARÊNCIA de um robô seu, mas que por dentro nutre todas as suas próprias vontades, luta contra seus próprios medos, trás consigo suas próprias qualidades e tudo que mais gostaria de ouvir era: Pronto, chegou a sua vez! Mostre-me do que é capaz, anda! Eu quero saber como VOCÊ é em sua essência, como lidará com tais situações, como sobreviverá, qual sua personalidade, quem é você!

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