Nossa, eu sou tão acostumada a escrever prosas, poemas, contos, artigos,
cartas, falar de sentimentos, pessoas, lugares, momentos, mas, quando o assunto
em questão sou eu, tudo se torna bem mais complicado.
Então, sou uma garota de 17 anos, que sonha alto, sem medo de tirar os
pés do chão. Tenho muitos medos, mas não os deixo serem maiores do que os meus
objetivos. Sou capaz de conseguir? Vou à luta?! Não me julgo capaz?!
Capacito-me até conseguir. Tenho um estilo alternativo, gosto de músicas que contenham
letra, essência, alma, das quais eu posso extrair algo e não apenas ouvir,
assim, costumo ouvir basicamente MPB, rock, RAP, reggae e gospel, mas sempre há
algum música em outro estilo que “aqui acolá” me chama atenção. Agora, o que
realmente não me entra é o forró atual e o funk, acho um absurdo a banalização
do sexo presente nas músicas destes rítmos. Mas em fim... O foco é falar sobre
mim, então, voltemos ao assunto.
Sou apaixonada por patinação, mas ultimamente tenho dedicado o meu tempo
quase integralmente ao meu grande amor, os estudos. Sempre preferi devorar
livros a ir para festas, ampliar os meus leques de conhecimento a me prender a
assuntos clichês e repetitivos. O novo e enigmático me seduz. Na escola, sempre
dei uma atenção especial para história, geografia e biologia e ao longo do
tempo fui descobrindo verdadeira fascinação pelo lado humano biológico.
Adoro aconselhar e ajudar os outros, sinto-me feliz em poder fazer parte
e ser importante na vida de alguém e é aí que entra a enfermagem em minha vida.
Sim, porque é por meio desta profissão que surge para mim a oportunidade de
casar o que tenho como dons: o conselho e a solidariedade. Nesta profissão, eu
realmente estarei fazendo o que gosto.
Quando criança, perguntavam-me o que eu queria ser quando crescer, eu sem
hesitar respondia: Quero ser médica de criancinhas ou animaizinhos! *__* No
entanto, a vida me mostrou outro caminho, pondo sob meus cuidados durante 9
anos o meu avô, que teve 4 avc’s e 5 pneumonias, passando a estar acamado e
totalmente depende da família. E todo esse tempo me mostrou o que eu queria de
fato fazer: ajudar quem precisasse de mim, estar à disposição, crescer em
contato com o próximo, participar da vida de alguém, não com o curar, mas com o
cuidar.

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